Moisés Diniz propõe diálogo do governo com oposição sobre violência
O líder do governo na Aleac, deputado Moisés Diniz (PCdoB) sugeriu na sessão desta terça-feira, 10, a abertura de um diálogo entre as bancadas de apoio e de oposição para a busca de uma solução ao problema da violência no Estado. Diniz reconheceu que há um clima de instabilidade na área de segurança, mas mostrou números revelando que o Estado tem utilizado sua capacidade repressiva.
De acordo com dados do deputado, a Polícia Militar efetuou 4.239 prisões até o final de outubro deste ano, sendo, proporcionalmente, a terceira que mais prende no país. Em contrapartida, Moisés lembrou que outros 1.115 bandidos foram soltos por progressões de sentenças do regime fechado para o regime aberto.
Moisés ressaltou que os três policiais assassinados nos últimos dias foram vítimas de bandidos que estavam presos três meses atrás. “O Edvânio, jovem policial tarauacaense, foi assassinado ontem por um bandido que estava preso em agosto”, revelou.
O deputado explicou que Edvânio foi morto fazendo um bico, justamente o que o governo vai combater com a lei aprovada na Aleac criando o banco de horas para os policiais militares. “Com o banco de horas, os policiais não vão precisar fazer bicos em uma empresa privada, vão trabalhar pelo próprio Estado. A Aleac está fazendo a sua parte”, afirmou o deputado.
Moisés declarou que o requerimento do deputado Luiz Calixto (PSL) convocando a secretária de Segurança Pública para expor a situação à Aleac é importante, mas que não deve ser discutido num momento de comoção. Por isso, propôs uma discussão entre a bancada de oposição e a Mesa Diretora para negociar a vinda da secretária.
“Eu acho que a Aleac deve criar uma comissão para que a gente dialogue com a secretária, com o comandante da PM, com o presidente do Tribunal de Justiça. Nós reconhecemos que, com todas as dificuldades, estamos procurando fazer a nossa parte com eficiência. E digo de maneira clara porque o nosso governo não tem nada a temer”, declarou.

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